
Eu parecia uma lua perdida, meu planeta destruído em algum senário desolado de cinema-catástrofe que continuava, apesar de tudo, a rodar numa órbita muito estreita pelo espaço vazioque ficou, ignorando as leis da gravidade.
o vínculo entr nós não era do tipo que podia ser quebrado com a ausência, a distância ou o tempo. e por mais especial, lindo, inteligente ou perfeito que ele pudesse ser, estava tão irreverciveltente tranformado como eu. assim como eu sempre pertenceria a ele, ele sempre seria meu.
afinal, de quantas maneiras um coração pode ser destroçado e ainda continuar batendo? nos últimos dias, eu tinha passado por muitas experiências que poderiam ter acabado comigo, mas isso não me deixou mais forte. ao contrario, eu me sentia horrivelmente frágil, como se uma única palavra pudesse me despedaçar.
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. Eu podia não pensar naquilo, mas queria me lembrar de tudo. Porque só havia uma coisa em que eu precisava acreditar para poder viver __ eu precisava saber que ele existira. Era só. Todo o restante eu podia suportar. Desde que ele tivesse existido.
Parecia que eu estava presa em um daqueles pesadelos apavorantes em que você precisa correr, correr até os pulmões explodirem, mas não consegue fazer com que seu corpo se mexa com rapidez suficiente. (...) Mas isso não era um sonho, e, ao contrário do pesadelo, eu não estava correndo para salvar a minha vida; eu corria para salvar algo infinitamente mais precioso. Hoje minha própria vida pouco significava para mim.
Eu sabia que nós dois corríamos um risco mortal. Ainda assim, naquele instante, eu me senti bem. Inteira. Pude sentir meu coração batendo no peito, o sangue pulsando quente e rápido por minhas veias de novo. Meus pulmões encheram-se do doce aroma que vinha da pele dele. Era como se nunca tivesse havido um buraco em meu peito. Eu estava perfeita __ não curada, mas como se nunca tivesse havido ferida.
Preciso esquecer essas ilusoes improdutivas, conclusão :a morte é pacífica, facil. a vida é mais dificil .